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Biologia das Pragas

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Formigas: E as Formigas do Meu Jardim? (Cortadeiras)

E as Formigas do Meu Jardim? (Cortadeiras)

Quem nunca viu uma formiga pequena carregando um enorme pedaço de folha? Inclusive, a fama de trabalhadoras que lhes rendeu uma citação na bíblia vem da imagem do animal com um pedaço de uma planta no dorso. Essas formigas recebem o nome de cortadeiras. São muito comuns em regiões peridomiciliares, como jardins. Especificamente, o que elas fazem? Como elas vivem? O que elas contam a respeito do solo, do seu jardim, caro leitor?

As formigas cortadeiras são popularmente conhecidas como saúvas e quenquéns. Elas somam cerca de 40 espécies no Brasil. Por falar em Brasil, as formigas cortadeiras são especialidade do continente americano, pois não são encontradas em nenhum outro continente.

Ainda dentro do continente americano, as cortadeiras concentram-se nos trópicos. Nesta região, o Brasil é o país com o maior número de espécies de formigas cortadeiras. Quanto à classificação biológica, as saúvas pertencem ao gênero Atta, enquanto que as quenquéns pertencem aos gêneros AcromyrmexSericomyrmexTrachymyrmex e Micoceporus, destacando-se o primeiro gênero citado.

Consideradas as piores pragas do ambiente rural, as formigas cortadeiras possuem um ataque voraz a algumas plantas e têm o potencial de exercerem atividades durante todo o ano. Estima-se que cerca, só no Estado de São Paulo, existam 100 milhões de sauveiros. Eles juntos cortam cerca de 180 milhões de toneladas de matéria vegetal e removem 200 milhões de metros cúbicos de terra.

Agora, o leitor deve estar se perguntando: e eu, que moro na cidade, com isso? Não sou agricultor! A questão é que essas formigasnão ocorrem somente no campo. Elas podem estar mais perto de você do que possa imaginar!

Ao contrário do que todo mundo pensa, as cortadeiras não se alimentam diretamente das plantas que cortam e carregam. Elas levam o material vegetal para o formigueiro e lá cultivam, com as folhas, um fungo que é essencial para a sua alimentação.

Quem é quem?

A organização social das formigas cortadeiras não difere muito das demais formigas. Em especial, nessas espécies as operárias podem ser divididas em três tipos de indivíduos quanto à sua função: soldados; cortadeiras ou carregadores e jardineiras. Os soldados são as formigas encarregas da proteção do ninho. Elas acompanham as outras operárias enquanto estas procuram alimento e defendem o formigueiro de predadores. As cortadeiras são as típicas “pau para qualquer obra”. Cortam e carregam folhas, limpam o ninho, abrem novos caminhos, escavam, cuidam dos ovos e da cria e até ajudam na defesa do formigueiro. Já as operárias jardineiras são os menores indivíduos da colônia, e tem como tarefa a manutenção da colônia de fungos.

A rainha, que é uma tanajura que foi fecundada em vôo, funda a colônia e controla o número de soldados, cortadeiras e jardineiras de cada estação. Além disso, a rainha parece comandar todas as atividades do formigueiro, liberando diferentes hormônios que ajudam a organizar as tarefas principais, tal como um maestro rege os demais músicos em uma orquestra. As formigas reprodutoras são as tanajuras (fêmeas) e os bitus (machos), que sempre têm asas e abandonam o formigueiro uma vez por ano para se reproduzir. A esse fenômeno chamamos de revoada.

Como diferenciar uma saúva de uma quenquém?

Isso não é uma tarefa muito simples, mas também é algo que o leitor pode aprender com facilidade. Existem três métodos para distinguir:

 os soldados das saúvas têm a cabeça relativamente grande, sendo popularmente chamadas de cabeçudas. Não só isso, mas todo o corpo dos soldados e das rainhas das saúvas são maiores que as das quenquéns;

 quanto ao formigueiro, os quenquenzeiros são menores e mais superficiais. Por conseqüência, em sauveiros encontra-se bem mais terra removida sobre o solo. Outra conseqüência dessas características é que os quenquenzeiros são significativamente mais vulneráveis do que os sauveiros, sendo mais fácil de promover o controle;

 quanto a características morfológicas, todas as cortadeiras possuem espinhos no dorso do tórax. Da próxima vez que o leitor passar na frente do seu jardim, aproveite o tempo vago e observe as cortadeiras. Pegue emprestada a lupa do seu vizinho e observe uma cortadeira mais afundo. Caso a formiga tenha três pares de espinhos no dorso e, portanto, 6 espinhos no total, o que o leitor observa nada mais é do que uma saúva. Mas se o leitor observar 3 ou 4 pares normais e os outros atrofiados ou mesmo um número que varie até 8 pares, trata-se de uma quenquém.


Dentro do formigueiro

Assim como os demais formigueiros, os ninhos das cortadeiras são extremamente complexos e construídos de uma forma muito interessante.

O formigueiro de uma cortadeira é formado por três segmentos: formigueiro visível, panelas, olheiros e trilhas. A parte visível do formigueiro é a terra solta, escavada, formando montes. Já as panelas são pequenos compartimentos, como se fossem cavernas, que as cortadeiras fazem no interior do ninho com diferentes propósitos. De criar fungos a pôr ovos, de descarregar o lixo a criar a nova geração, as panelas são fundamentais para o bom funcionamento do formigueiro. Os olheiros, por sua vez, são pequenos orifícios através dos quais as formigas podem trazer material vegetal ou mesmo retirar grãos de terra ou formigas mortas do espaço interior. Vale dizer que os olheiros são o contato entre o interior e o exterior do formigueiro. Eles podem estar localizados a muitos metros de distância um do outro. As trilhas são os caminhos entre os olheiros e as partes mais interiores do ninho. Podem ter dezenas de metros.

Você já se perguntou quanto vive um formigueiro? Pois é. Essa pergunta agora é muito pertinente. Diferentes das outras formigas que conseguem repor a morte de uma rainha com o nascimento de outra, as cortadeiras não são capazes de fazer isso. Dessa forma, a vida de um formigueiro depende da vida da rainha. Se a rainha viver muitos anos, o formigueiro está a salvo e terá longevidade. A principal causa da morte é que as formigas não conseguem se organizar após a morte das rainhas. As operárias ficam confusas e param de criar os fungos. Acaba-se a comida. Todos morrem de fome, poucas semanas após a morte da rainha.

Mas, então, quanto tempo vive uma rainha? As rainhas das cortadeiras costumam viver bastante: 15, 20 ou mesmo 30 anos. Em comparação à vida de uma operária, a rainha vive muito tempo. Uma operária costuma viver 6 meses. Soma-se a esse tempo 30 dias na fase ovo, 30 como larva e 10 como pupa.

Logo após a morte do formigueiro ocorre grande infiltração de água. Vamos lembrar que o sistema arquitetado de um ninho permite isso. Além disso, no formigueiro há grande quantidade de matéria orgânica, o que propicia a o nascimento de plantas.


A saúva e a fertilidade do solo

Se o meu jardim tem saúvas é um sinal de que ele é pouco fértil? Se achei cortadeiras no meu pomar significa que as plantas estão em um local não tão ideal?

Atualmente, considera um mito tudo o que se diz a respeito da relação fertilidade e presença de cortadeiras. As saúvas preferem áreas altamente modificadas pelo ser humano e perturbadas pelo mesmo. Os tipos de solos preferidos são aqueles menos compactados, com melhor aeração e drenagem e com uma estrutura fraca que permita abrir com facilidade os olheiros.

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