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Cupins: Curiosidades Saiba Mais Sobre Cupins

Curiosidades:

 Cupim: está servido?

O leitor já deve ter se deparado com diversos hábitos alimentares.... Baratas, olho de cabra e até cachorro. Nada escapa da criatividade humana quando o assunto é o que comer. Mas o que o leitor não deve imaginar é que muitas pessoas pelo mundo não são repelidas com tanta força pelos cupins. Pelo contrário, enxergam neles uma ótima pedida para o almoço.

Um bom motivo para começar hoje mesmo uma dieta rica em rainhas, reis, soldados, operários é que, em sendo muito abundantes, dificilmente a fome chegará à casa do leitor. Lembre-se da quantidade enorme de cupins espalhados pelo mundo. Ainda que pareça piada, alguns povos como indígenas não possuem a ampla possibilidade de escolha de alimentos como os povos civilizados ocidentais. Alguns povos ainda por cima passaram por momentos de fome e miséria, que impulsionaram estes a comerem de tudo, sem desprezar, inclusive, os cupins. Outra característica além da quantidade é o tamanho. Para ser considerado passível de alimentação, os cupins devem chegar em um tamanho ideal para o consumo. Em regiões onde há escassez de alimentos ricos em proteínas, a alimentação decupins é muito importante.
Em muitas regiões do mundo, algumas colônias de cupins com características palatáveis são guardadas como propriedades, como verdadeiros tesouros. Na Uganda, por exemplo, já foram encontrados sacos de colheita repletos de colônias de Macrotermes. Esses sacos seriam de “colheitas” de um ano. Frequentemente os alvos são os indivíduos reprodutivos. Mas, como se faz para caçar ou mesmo coletar um cupim?

Existe uma infinidade de métodos para a coleta. Um deles é cobrir o cupinzeiro com uma rede. Assim que houver revoada, os cupins ficam presos na rede e podem ser coletados facilmente. Alguns usam folhas de banana dobrada para apanhar os cupins. Armadilhas de diferentes tipos são usadas. Elas meramente impedem que os indivíduos alados de voarem a distâncias muito grande da saída do ninho.

Os índios da Amazônia são exemplos de povos que se alimentam de cupins. Eles se alimentam somente dos soldados, que eles coletam inserindo uma longa haste de gramínea dentro do ninho. Cuidadosamente a haste é retirada e os soldados vêm presos pela mandíbula na haste. Isso prova que há uma grande variedade de modos de coletar cupins. Mas e de comer? Existe também essa variedade?

A resposta é “sim”. Cupins podem ser comidos tanto cru como levemente assados. Podem ser comidos tantos inteiramente quanto podem ter a cabeça retirada (para poder apreciar melhor o gosto da quitina!). Alguns mercados dos Estados Unidos vendem cupins embalados, juntos da sessão dos demais insetos, por mais incrível que pareça!

 Que tal viver como em um cupinzeiro?

O leitor, que é culto, com certeza já deve ter ouvido a expressão “A vida imita a arte”. Será? Tirando de lado a brincadeirinha infantil de quem imita quem, por vezes nós encontramos a situação inversa acontecendo, ou seja, a arte imitando a vida. Foi com esse pensamento que especialistas da Universidade britânica de Loughborough tiveram uma idéia pra lá de inovadora e, por que não dizer, cara-de-pau.

Tudo começou com a observação de cupinzeiros. Foi assim que Rupert Soar e Scott Turner, especialistas da universidade britânica, tiveram a sacada de como tentar melhorar a ocupação dos espaços internos das casas e dos ambientes que albergam muitas pessoas. Isso porque os cupinzeiros são lugares comuns de até milhões de cupins e o espaço é muito bem aproveitado. Proporcionalmente um cupim respira tal como um ser humano, o que facilita a escolha do modelo de estudo. A ventilação é ótima e o cupinzeiro tem estrutura tal que pode resistir ao calor extremo tanto quanto a chuvas torrenciais e frios congelantes. Em última análise, é como se o cupinzeiro respirasse. Como eles fazem esta proeza?

Segundo os pesquisadores a resposta desta questão poderá auxiliar os seres humanos a fazer edificações mais inteligentes, principalmente no tocante ao aproveitamento do espaço. Os pesquisadores que há alguns anos se devotam a entender mais sobre cupins africanos, afirmam que o estudo tem início na Namíbia, país que possui cupinzeiros de 3 a 9 metros de comprimento. O mais surpreendente destes cupinzeiros é que a ventilação é suficiente para toda a colônia ainda que o cupinzeiro tenha um ou dois metros de profundidade. Esses ninhos são construídos de tal forma que o aproveitamento de energia é quase total: energia eólica, solar e etc. Tudo isso sem variar quase nada em termos de temperatura, umidade e qualidade do ar. Além de todas essas características, as novas edificações também devem ser sustentáveis e não poluidoras ao meio ambiente.

 Cupins e energia sustentável

Como visto anteriormente, os cupins comem proporcionalmente muito. Isso significa que os microrganismos que ocupam o trato digestório dos cupins são bastante ativos. Como resíduos, são formados diversos compostos, inclusive gases. Um dos principais gases formado é o gás hidrogênio (H2).

Estima-se que a produção anual de hidrogênio por parte dos cupins seja em torno de 2.1014 gramas, o que é bastante significativo. Mas qual é a utilidade do hidrogênio? Tem alguma serventia saber que os cupins são quase máquinas de fazer H2?

O mundo inteiro, hoje em dia, sofre o impacto do uso descontrolado de combustíveis fósseis. Além de esses serem combustíveis que são finitos e não renováveis, eles poluem significativamente o ambiente. Uma das conseqüências é o aumento do efeito estufa. Então, fontes de energia mais limpas viriam bem a calhar no atual estado em que a humanidade se encontra. Nesse cenário é que o hidrogênio se desponta.

Diferentemente da gasolina, a queima do hidrogênio tem como resíduo a formação de uma substância ambientalmente tolerável: água. No caso da gasolina e dos demais combustíveis fósseis, há formação de água e também gás carbônico, que é considerado um gás estufa. Outra vantagem do uso de hidrogênio em relação à gasolina é que esta requer maior massa para obtenção de uma mesma quantidade de energia. Isso devido à baixa densidade do hidrogênio. Porém, essa mesma propriedade também aponta para uma desvantagem em relação ao uso do hidrogênio. Para se alcançar uma mesma quantia de energia, são requeridos volumes maiores de hidrogênio se comparado ao volume de gasolina. Mas, e os cupins nessa história toda?

Não esqueça que os cupins são grandes fontes produtoras de hidrogênio. Os cupins, por exemplo, poderiam produzir dois litros de hidrogênio a partir da digestão de uma única folha de papel. Para ser mais preciso, os microrganismos dos cupins são os grandes responsáveis. Ou seja, os cupins podem fornecer diversas idéias de como conseguir a tal fonte de energia limpa. Como transportar todo esse conhecimento para uma escala industrial?

Diversos estudos têm se dedicado a estudar os microrganismos do tubo digestório dos cupins a fim de conhecer aquele específico que é responsável pela produção de todo o hidrogênio. Estudos de biologia molecular tentam arduamente descobrir qual é o gene responsável por produzir a enzima que converte a matéria vegetal em hidrogênio. De posse desse conhecimento e com o uso da bioengenharia, os cientistas fazer com que o processo de obtenção de hidrogênio seja construído em escala industrial, como verdadeiros bioreatores, visando a produção do gás em quantidades que atendam ao mercado cada vez mais faminto por novas fontes de energia.

 Os cupins e o aquecimento global

O mundo está repleto de cupim. Tanto que às vezes é compreensível se o leitor pensar que eles ainda hão de dominar o mundo. Para se ter uma idéia, existem cerca de 4 bilhões de toneladas deles. Isso significa que há cerca de 700 kilos de cupim para cada ser humano no planeta.

Em termos de carbono, nenhuma outra espécie no planeta consegue chegar nesse estágio. Não pára por aí. Os bichinhos comem muito! Para se ter uma noção, os cupins consomem comida na média de sete vezes a sua biomassa. Mas para onde vai toda essa comida? Essa pergunta poderia ser traduzida bioquimicamente com a seguinte questão:

“Para onde vai todo esse carbono?”

Muitas pesquisas têm se dedicado a estudar os cupins e seus mecanismos fisiológicos. Essas pesquisas têm como objetivo caracterizar o perfil alimentar dos cupins e descrever o tipo de excretas deles: sólidos, líquidos e gasosos. E aí vem a surpresa! Os cupinsproduzem em grande quantidade gases como metano, que é extremamente danoso ao ambiente, aumentando a problemática do acúmulo de carbono atmosférico e, por conseqüência, o efeito estufa e tão temido aquecimento global.

O metano (CH4) é um importante gás atmosférico, contribuindo significativamente para a absorção de diversos comprimentos de onda. Algumas análises têm demonstrado que a concentração atmosférica de metano aumentou de 30% nos últimos 40 anos. Esse aumento pode afetar enormemente os níveis de ozônio na atmosfera e, portanto, todo o clima na Terra. Atividades como produção de arroz e pecuária, uso de combustíveis fósseis e queima de biomassa são as causas aparentes do aumento dos níveis de metano na Terra. Somado a estes estão os cupins, que produzem de 2 a 150 Tg por ano. Para ter noção da grandeza, 1 teragrama = 1000000000 kilogramas.

Analisando esses dados, nota-se uma ampla variação daquilo que é esperado da contribuição dos cupins na emissão de metano. Entretanto, novos dados relacionados à emissão de CH4 advindos tanto do Hemisfério Norte quanto do Sul, de cupins de regiões tropicais e temperadas indicam que o papel dos cupins na poluição global por CH4 é de provavelmente menos de 15 Tg. Isso seria relativo a pouco menos do que 5% da emissão global.

Estudos recentes afirmam que o metano dos cupins é formado no trato gastrointestinal desses insetos. Decorre da quebra da celulose pelos microrganismos simbióticos presentes nos órgãos digestórios. O que também se sabe é que a quantidade de metano produzida varia de espécie para espécie.

O que então é preciso sabe para poder manejar todos esses dados de modo a diminuir ou atenuar os efeitos da produção de metano? Conhecer quais são as condições necessárias para a produção de metano.

A produção de metano por cupins depende de alguns fatores ambientais como intensidade da luz, umidade, temperatura e concentrações de CO2 (dióxido de carbono) e O2 (oxigênio). Vale ainda dizer que os cupins preferem a ausência de radiação solar, uma atmosfera imóvel, atmosfera saturada quanto à umidade, temperatura alta e estável e elevadas concentrações de CO2. Outras variáveis também poderiam ser o tamanho do cupinzeiro, densidade populacional, atividade dos cupins e a própria espécie do cupim, como citado.

Como é o corpo de um cupim?

Provavelmente a pergunta acima deve ser a última que o leitor se faria quando visse um cupim pela frente. Talvez a primeira pergunta fosse “cadê o inseticida?” ou “qual é o número da dedetizadora?”

Mas com toda a certeza estudar o corpo dos cupins, sua anatomia e principais características fisiológicas são pontos essenciais para controlar esta praga urbana.

Todos os artrópodes têm o corpo dividido em vários segmentos. Dependendo da sua classificação, o animal pode ter mais ou menos segmentos, pois alguns podem ser fundidos.

As três partes principais do corpo de um cupim, como de todo inseto, são cabeça, tórax e abdome. Essas partes são facilmente distinguíveis uma das outras. Como todo inseto, os cupins têm três pares de pernas geralmente similares, sendo cada par originado em cada um dos três segmentos do tórax.

Como é o corpo da rainha e do rei? A antena possui de 9 a 30 segmentos e é um dos órgãos responsáveis pela percepção do ambiente. Uma das principais característica deles é que são alados e com sistema reprodutivo funcional. As asas são bem mais longas que o corpo. Durante o vôo, o batimento das asas é rápido, mas é considerado fraco e não é sustentado por muito tempo. O tórax dos indivíduos alados possui três segmentos, como de todos os insetos: pro, meso e metatórax. Do mesotórax sai um par de asas e do metatórax, outro par. As asas dos cupins são caracterizadas pela similaridade dos dois pares, não somente quanto ao tamanho, mas na forma e na venação. Como já dito anteriormente, o próprio nome da ordem Isoptera (iso= igual; ptera= asas) se refere a esta similaridade. O abdome dos alados é normalmente alongado e apresenta10 segmentos visíveis.

E os soldados? Existe uma grande diversidade de formas de soldados. Eles são caracterizados pela cabeça estruturalmente modificada para defesa. A cabeça é normalmente maior e mais longa do que aquelas encontradas nas outras castas, além de muito esclerotizada, ou seja, com grande quantidade de quitina (substância que compõe o exoesqueleto dos artrópodes). A coloração varia de amarelado a acastanhado. Em algumas espécies da família Kalotermitidae, contudo, a cabeça é menor e mais fina com uma protusão na região frontal. Essa é uma adaptação relacionada ao hábito de usar a cabeça para obstruir buracos através de fezes ou detritos deixados pelos componentes do ninho.

Na família Rhinotermitidae e também Termitidae, um outro tipo de soldado é encontrado: apresentando, o nasuto. Este tipo de soldado tem seu corpo adaptado a outras formas de defesa, como a defesa química. A glândula frontal na cabeça é maior em tamanho a cabeça do animal segue toda uma morfologia para sustentar a glândula. Como dito anteriormente, esse órgão serve para secretar princípios ativos de natureza tóxica, viscosa ou mesmo grudenta. Os nasutos são mais frequentemente menores em tamanho e as mandíbulas são vestigiais, ou seja, existem em tamanho reduzido, ainda que não possuam função.

A maioria das famílias dos cupins não é seletiva quanto ao sexo dos soldados. Existem soldados tanto fêmeas quanto machos. Algumas exceções acontecem como na família Termitidae, na qual os soldados são exclusivamente machos. Em outras, porém, os soldados podem ser exclusivamente fêmeas.

Não se pode esquecer dos operários! Os operários são, em geral, menores que os indivíduos alados, muito embora, superficialmente, o corpo dos operários lembre muito o corpo dos alados. Os operários costumam ter poucos segmentos na antena e, diferentemente dos alados mas similarmente aos soldados, eles não possuem nem olhos nem ocelos (olhos menores e que auxiliam na visão). Os operários que vivem integralmente dentro do ninho geralmente não são pigmentados, enquanto aqueles que permanecem parte do tempo fora do ninho são normalmente pigmentados.

Saiba Mais

1. Insetos e outros invasores de residências

2. Manejos de pragas urbanas. Ana Maria Costa-Leonardo, Fabiana Elaine Casarin, Célia Regina Rodrigues de Camargo-Dietrich.

3. Greg Brockberg, Termites as a Source of Atmospheric Methane.
< http://www.iitap.iastate.edu/gcp/studentpapers/1996/atmoschem/brockberg.html>

4. Norman e. Hickin. Termites a world problem. The rentokil Library. Produced by Hutchinson Benham Ltd. 1971.

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