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Carrapatos: Biologia do Carrapato Espécie de Carrapato

 

Algumas Espécies de Carrapatos mais Frequentes no Brasil

Importância médica e veterinária

O fato de os carrapatos abrirem pequenas feridas para obter o sangue que usa na sua alimentação acaba facilitando a infecção dos hospedeiros por diversos tipos de doenças. Agora vamos destacar algumas espécies de carrapato de cada grupo, que são as mais importantes por ter alguma relação com temas médicos ou veterinários mais freqüentes em nosso país.

 Família Argasidae

 

No Brasil existem dois gêneros especialmente importantes. Gênero Argas e Ornithodorus.

A espécie Argas minutaus é conhecida como “carrapato dos galinheiros” e ataca exclusivamente aves, podendo causar prejuízos aos criadores se não for devidamente controlada. Essa espécie não está relacionada à transmissão de nenhuma doença específica. O prejuízo causado é mais ligado aos danos do parasitismo propriamente – perda de sangue, queda da imunidade, exposição de feridas, dentre outros.

Já o gênero Ornithodorus possui diversos representantes conhecidos como “carrapatos de chão”. São assim chamados por que, diferente da de outros carrapatos, os carrapatos de chão não passa todo o tempo ligado a seus hospedeiros. Durante o dia esses carrapatos ficam escondidos e muitas vezes são encontrados pelo chão, principalmente de casa mais rústicas. Somente de noite que esses animais saem de seus esconderijos a procura de animais dos quais possam sugar o sangue.

Os carrapatos de chão são menos específicos, e podem parasitar diversos animais domésticos e também o homem. Você pode estar pensando que não deve ser fácil para um carrapato, que é um animal bastante pequeno, encontrar um hospedeiro toda noite e durante o dia voltar para seu abrigo.

De fato, essa pode se tornar uma tarefa bastante complicada. Mas os carrapatos estão preparados para isso. Esses pequenos sugadores de sangue podem enfrentar longos períodos de jejum. Os recordistas de tempo sem se alimentar são justamente os carrapatos de chão. Sabe-se que eles podem resistir a um jejum de mais de seis anos!

Quando finalmente encontram seus hospedeiros, o carrapato inicia a sucção do sangue, que dura cerca de 30 minutos. As fêmeas aproveitam o período de tempo entre uma refeição e outra para colocar seus ovos.

 
 Família Ixodidae
 

Esse grupo é mais diverso que a família Argasidae e, no Brasil, é representado por vários gêneros. Anocentor e Rhipicephalusapresentam as três espécies de maior importância veterinária. O gênero Amblyomma, com 33 espécies é o mais diverso e de maior importância para a saúde humana.

Anocentor nitens é o carrapato encontrado no pavilhão interno da orelha e no divertículo nasal de eqüinos. Com certeza não deve ser agradável para o cavalo ter ficar com um carrapato no ouvido ou no nariz e é preciso muito cuidado do veterinário para retirar esses carrapatos muito bem instalados. Por outro lado, para o carrapato esse deve ser dos melhores lugares para se ficar. Quentinho e de comida farta, afinal esses são lugares muito vascularizados, ou seja, sangue não vai faltar!

Rhipicephalus (Boophilus) sanguineus é o “carrapato vermelho” do cão, que é seu principal hospedeiro, embora já tenha sido encontrado algumas vezes no homem. Se aloja em lugares bem vascularizados e mais protegidos, como a orelha e meio dos dedos. O carrapato vermelho está associado a doenças como a babesiose, erlichiose e anemia caninas. A capacidade reprodutiva desta espécie é incrível. Uma fêmea pode colocar até 5000 ovos durante sua vida. As larvas podem ficar no ambiente em jejum por mais de 1 ano e meio. Em residências infestadas podem ser encontrados em canis, nas frestas de paredes, móveis e churrasqueiras.

 

Já o Boophilus microplus é considerado o ectoparasita mais importante de bovinos, e causa grandes prejuízos aos criadores, pois além de afetar a saúde do animal pela perda de sangue, esse carrapato é vetor de diversas doenças, que muitas vezes causam a morte e perda de rebanhos inteiros.

E por fim, o gênero Amblyomma que, apesar de ser bastante grande, tem a espécie Amblyomma cajannense como principal representante. Esse carrapato tem pouca especificidade de hospedeiro, por isso pode ser encontrada em cavalos, cachorros, capivaras ou no homem, além de muitos outros. É popularmente conhecido como “carrapato estrela”.

A famosa coceira resultante de uma caminha no mato na verdade é causada pelas larvas dessa espécie. São os micuins! As reações alérgicas são bastante comuns e as feridas podem demorar a sarar. Mas na verdade esse é o menor dos problemas. É comum esse carrapato portar a bactéria da febre maculosa.

Biologia dos Carrapatos

Como vimos, os grupos de carrapatos são bastante diversos. Logicamente essa diversidade também é encontrada nas estratégias reprodutivas desses animais. No entanto, alguns pontos chaves são comuns a todos, e é sobre esses pontos que falaremos agora.

Em geral o carrapato encontra-se associados a seu hospedeiro (embora já tenhamos discutido exceções, como o carrapato de chão) e precisam se separar desse para colocar seus ovos.

Muito bem, a fêmea então, em solo procura por um abrigo. Deve ser um lugar seguro de predadores e de adversidades, como excesso de água de sol ou risco perda acidental, como algum animal que pise em cima!

Essa fêmea põe milhares dos pequenos ovos castanhos por dia durante o período de oviposição, que dura alguns dias. Essa é a última atividade na vida da fêmea, que morre depois que termina sua tarefa reprodutiva.

O desenvolvimento desse ovo depende das condições ambientais. Em geral temperaturas mais elevadas aceleram o processo. Dos ovos eclodem pequenas larvas, com três pares de pernas (larva hexápoda). Estas levam alguns dias até estarem aptas a iniciar sua alimentação. Estas larvas iniciam então uma longa jornada até o ápice de gramíneas, arbustos ou paredes do abrigo, onde ficarão à espera a passagem de um hospedeiro. Ao encontrá-lo fixam-se a ele e sugam um bocado de sangue desse hospedeiro, após o que se preparam para a primeira muda (ecdise).

Após a primeira muda, as larvas se transformam nas ninfas octópodas (que têm quatro pares de pernas, como o adulto). Estas também se alimentam de sangue do hospedeiro!

Após a última muda, alimentadas e bem nutridas, as ninfas podem passar para a fase seguinte do desenvolvimento, em que acontece o seu amadurecimento sexual. É a fase adulta. Espécies da família Argasidae se diferenciam por apresentarem de dois a oito estágios ninfais, ao passo que espécies da família Ixodidae apresentam apenas um estágio ninfal.

O macho permanece mais tempo junto ao hospedeiro, enquanto a fêmea tão logo encontre o macho para copular e esteja bem nutrida de sangue do hospedeiro, descerá ao solo para completar o ciclo.

Variações do ciclo

Esse é o ciclo de vida básico desses animais. Mas logicamente ocorrem muitas variações. A principal delas é em relação ao número de hospedeiros envolvidos. Daí a classificação do ciclo em: Monoxeno, Dioxeno ou Trioxeno:

 Moxeno: quando o carrapato fica todo o ciclo em um só hospedeiro, sem sair nem mesmo para fazer as mudas. Para animais que fazem esse tipo de ciclo, apenas a fêmea será encontrada no solo, justamente no período em que desce do hospedeiro para a ovopisição. Exemplo: Rhipichepalu (Boophilus) microplus.

 Dioxeno: quando os estágios de larva e ninfa ficam no mesmo hospedeiro. A ninfa octópoda desce do hospedeiro para realizar a muda e amadurecer em imago, que procurará por um novo hospedeiro. Exemplo: Rhipichepalus sanguineus.

 Trioxeno: cada estágio acontece em um hospedeiro diferente e as mudas que determina a passagem de uma fase para outra ocorrem sempre fora do hospedeiro. Exemplo: Amblyomma cajennense.

Os Argasídeos procuram seus hospedeiros, se alimentam e os abandonam logo em seguida. A alimentação ocorre várias vezes durante um mesmo estágio. Na fase adulta a fêmea se alimenta várias vezes, e em seguida coloca seus ovos (cerca de 150/ postura). Vivem preferencialmente no ambiente do hospedeiro e suportam grandes períodos de jejum. Seu ciclo (ovo a adulto) varia entre 3 meses e 1 ano.

Os Ixodídeos têm um comportamento diferente. Buscam seu hospedeiro, fixam-se nele e aí permanecem por longos períodos. A cada fase do desenvolvimento fazem um único repasto sanguíneo. As fêmeas abandonam o hospedeiro na hora de colocar os ovos de sua única postura no solo. O número de ovos é bem superior ao dos Argasídeos.

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